Dispara a adesão a Consórcios ( Diário do Comércio )
O casal Karen Jimenez, de 26 anos, e William Castro, de 25, receberão as chaves de seu apartamento em duas semanas. O segredo? Eles investem há três anos em um consórcio de imóvel. "Aderimos a esse tipo de financiamento em fevereiro de 2005 como um investimento para o futuro, uma forma de poupar. Em janeiro de 2006, compramos o apartamento ainda na planta, com intenção de casar, e fomos dando lances até sermos contemplados sete meses depois.
Como não fizemos o resgate, o valor que não foi usado na época acabou sendo valorizado 15%, o que hoje quita a dívida do apartamento. Daqui a duas semanas pegaremos as chaves", disse.
Caso o casal não quitasse o saldo devedor, teria de pagar por oito anos prestações de R$ 690.
Karen e Willian são duas das milhões de pessoas que investem no sistema de consórcio. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), no primeiro quadrimestre deste ano, o segmento apresentou alta de 2,5% no total de participantes ativos, superando os 3,46 milhões de consorciados em abril. O destaque ficou para a categoria de imóveis, que bateu recorde histórico e ultrapassou 484 mil adeptos.
Karen e Willian são duas das milhões de pessoas que investem no sistema de consórcio. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), no primeiro quadrimestre deste ano, o segmento apresentou alta de 2,5% no total de participantes ativos, superando os 3,46 milhões de consorciados em abril. O destaque ficou para a categoria de imóveis, que bateu recorde histórico e ultrapassou 484 mil adeptos.
Com a superação dessa marca, o total de participantes cresceu 15,4% em relação ao ano passado, quando somava 419,3 mil. O acumulado nas contemplações, momento em que os consorciados obtêm suas cartas de crédito, somou 19,4 mil (janeiro a abril de 2008), 27,2% mais que o total de 15,2 mil em igual período de 2007. A perspectiva é fechar 2008 com 20% a mais na carteira de consorciados.
No mesmo ritmo de crescimento estão os consórcios Bradesco e Rodobens. De acordo com o diretor executivo da Rodobens, Sebastião Cirelli, o crescimento do número de consorciados foi de 30%, se comparado o primeiro semestre deste ano com igual período do ano passado.
O produto tem sido procurado por ter um apelo forte – casa própria sem juros. Além disso, o FGTS pode ser usado para os lances.
Para o presidente da Abac em São Paulo, Luiz Fernando Savian, o segmento de imóveis é uma opção atrativa em razão do aquecimento do setor. "Com tantos lançamentos, o consórcio acaba sendo uma alternativa para se ter um bem no futuro. É uma poupança planejada."
Além disso, Savian acredita que a atratividade do consórcio também se dá por ser um produto de compra de longo prazo sem juros e sem parcelas intermediárias.
"É uma alternativa para quem não tem pressa e quem não quer pagar dois imóveis no final de um financiamento. O custo total de um consórcio, considerando a taxa de administração, o fundo de reserva e, às vezes, o seguro de vida (cobrada por algumas empresas) é de 0,2% ao mês. No financiamento, essa taxa é de, no mínimo, 1%."
Outra vantagem, disse Savian, é o rendimento do valor pago, que é corrigido pela taxa básica de juro, a Selic, caso o crédito não seja adquirido logo após a contemplação. "O contemplado pode utilizar o crédito até o final do grupo. Caso seja sorteado e não queira resgatar o valor, ele será aplicado e renderá juros Selic todo mês
Outra vantagem, disse Savian, é o rendimento do valor pago, que é corrigido pela taxa básica de juro, a Selic, caso o crédito não seja adquirido logo após a contemplação. "O contemplado pode utilizar o crédito até o final do grupo. Caso seja sorteado e não queira resgatar o valor, ele será aplicado e renderá juros Selic todo mês